ALAGOAS – Sesau e Ministério da Saúde se unem contra o cigarro eletrônico em campanha de conscientização

Nesta terça-feira, dia 10 de dezembro de 2024, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e o Ministério da Saúde (MS) realizaram uma reunião para discutir ações de enfrentamento aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar, também conhecidos como cigarros eletrônicos ou vaporizadores. O encontro, que teve a participação de membros da Vigilância Sanitária dos municípios de Arapiraca e Maceió, do Ministério Público do Trabalho (MPT) e coordenadores da Vigilância do Trabalhador, reforçou o compromisso com a manutenção de ambientes livres do tabaco e a promoção da saúde pública.

Durante a reunião, a coordenadora do Programa Estadual de Controle do Tabagismo, Eunice Canuto, destacou a necessidade de conscientizar a população sobre os malefícios do uso do cigarro eletrônico à saúde. Segundo ela, a venda desses produtos como modernos e inofensivos está criando uma nova geração de dependentes de nicotina, principalmente entre os jovens. A psicóloga Vera Borges, representante do Instituto Nacional de Câncer (INCA), enfatizou a preocupação com o uso crescente de cigarros eletrônicos entre os jovens, ressaltando os riscos para a saúde, como dependência química, danos pulmonares, cardiovasculares e psicológicos.

A Sesau e o Ministério da Saúde planejam realizar uma campanha de conscientização, visando informar tanto a população quanto os profissionais que atuam no comércio, bares e restaurantes sobre as leis da Anvisa, que proíbem o uso de cigarros convencionais e eletrônicos em ambientes fechados. Além disso, a ampliação dos serviços para tratamento de pessoas dependentes está entre as ações previstas.

Diante da preocupação com a iniciação do uso do tabaco entre os jovens, as autoridades presentes na reunião concordaram sobre a urgência de ampliar as ações de prevenção e conscientização. Os cigarros eletrônicos, apesar de serem vendidos como alternativas menos prejudiciais, representam sérios riscos para a saúde, especialmente para os mais jovens, que estão em pleno desenvolvimento. Em meio a essa “epidemia silenciosa”, é essencial alertar a população sobre os perigos do uso desses dispositivos eletrônicos para fumar e promover a saúde pública.