Decisões da PGE geram polêmica na progressão de servidores da educação e da Polícia Civil, critica Cabo Bebeto

Na última sessão desta quinta-feira, o deputado Cabo Bebeto (PL) não poupou críticas às recentes decisões da Procuradoria Geral do Estado (PGE) em relação à progressão de servidores, especialmente os professores e policiais civis. O parlamentar destacou que a PGE emitiu pareceres apontando supostas irregularidades nas concessões de progressões verticais, o que tem gerado polêmica e descontentamento entre os servidores.

No caso dos professores, Cabo Bebeto relatou um caso específico de uma docente com mestrado que teve um acréscimo salarial de mil reais desde janeiro de 2014, por conta da progressão concedida. No entanto, recentemente, a Comissão Permanente de Avaliação e Progressão solicitou a anulação da portaria que concedeu esse benefício, com base no parecer da PGE. O deputado destacou que a situação é inconstitucional, uma vez que fere a irredutibilidade de vencimentos dos servidores.

Já em relação à Polícia Civil, o deputado criticou a recusa da PGE em reconhecer especializações para a progressão vertical dos policiais civis, exigindo um interstício de um ano entre cada nível, o que não possui respaldo legal. Bebeto ressaltou que essas decisões prejudicam o reconhecimento e a valorização dos profissionais, além de desconsiderar o esforço em busca de qualificação e crescimento intelectual.

Para o deputado, as decisões da PGE representam um retrocesso para Alagoas, demonstrando uma visão limitada e meramente financeira em relação aos servidores públicos. A falta de reconhecimento e respeito aos profissionais tem gerado insatisfação e desmotivação, prejudicando o ambiente de trabalho e a qualidade dos serviços prestados à população.

Por fim, Cabo Bebeto também abordou a questão da carga horária dos policiais civis, destacando a resistência da PGE em conceder aumentos salariais proporcionais ao acréscimo de horas trabalhadas. O deputado lamentou a postura da PGE e reiterou a importância de valorizar e respeitar os servidores públicos, promovendo um ambiente de trabalho justo e digno.