
BRASIL – Pix se torna a forma de pagamento mais utilizada no Brasil, superando o dinheiro em espécie após quatro anos de seu lançamento.
O estudo mostrou que o Pix é a forma de pagamento mais frequente para 46% dos entrevistados, ocupando o primeiro lugar no ranking de preferências. Em segundo lugar aparece o cartão de débito, utilizado por 69,1% da população, sendo o meio mais frequente para 17,4% dos entrevistados. Já o dinheiro em espécie, que ocupava a segunda posição em pesquisas anteriores, caiu para o terceiro lugar, sendo utilizado por 68,9% da população e o mais frequente para 22% dos entrevistados.
O cartão de crédito figura em quarto lugar, sendo utilizado por 51,6% da população, com destaque para sua frequência de uso nos estabelecimentos comerciais, representando 42% do total de transações com cartão. A pesquisa contou com a participação de 2 mil pessoas, entre os dias 28 de maio e 1º de julho, e teve um nível de confiança de 95%, com margem de erro de 3,1%.
Apesar do avanço das transações digitais e do uso do Pix, o dinheiro em espécie ainda se mantém presente no cotidiano dos brasileiros, conforme ressaltou o Banco Central. O estudo também apontou que o uso de cédulas e moedas é mais intenso entre pessoas de menor renda, com destaque para a faixa salarial de até dois salários mínimos.
Outro dado relevante é que o uso do dinheiro físico é ligeiramente maior entre os idosos, com 72,7% das pessoas com 60 anos ou mais utilizando notas e moedas, em comparação com 68,6% dos jovens com idade entre 16 e 24 anos. Diante dessas informações, observa-se uma mudança no comportamento dos consumidores brasileiros, que estão aderindo cada vez mais aos meios digitais de pagamento, como o Pix, em detrimento do dinheiro em espécie.
Portanto, o cenário financeiro do país está em constante evolução, com a tecnologia desempenhando um papel fundamental na transformação dos hábitos de consumo e nas modalidades de pagamento adotadas pela população.


