
BRASIL – Superávit recorde surpreende em outubro, com contas públicas registrando R$ 40,811 bilhões de saldo positivo no governo central.
Esses resultados superaram as expectativas do mercado financeiro, que estimava um superávit de R$ 32 bilhões para o mês de outubro. A divulgação das contas foi realizada com uma semana de atraso devido à greve do Tesouro Nacional, que encerrou na sexta-feira (29). Com esse cenário positivo, o déficit primário acumulado no ano foi reduzido, atingindo R$ 64,376 bilhões nos dez primeiros meses de 2024, enquanto no mesmo período do ano anterior era de R$ 76,206 bilhões.
O superávit primário é essencial para equilibrar as contas públicas, representando a diferença entre as receitas e os gastos, sem considerar os juros da dívida pública. A meta estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e pelo novo arcabouço fiscal é de déficit primário zero, com uma margem de tolerância de 0,25% do PIB para cima ou para baixo. O último Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas projetou um déficit de R$ 64,426 bilhões para o governo central, porém, as receitas extraordinárias e o controle de gastos contribuíram para alcançar um resultado ainda melhor.
No que diz respeito às receitas, destacou-se o aumento da arrecadação federal em outubro, com altas nas contribuições sociais e no Imposto de Renda Retido na Fonte. Já as despesas tiveram como principal destaque o aumento dos gastos com a Previdência Social e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Os investimentos em obras públicas e aquisição de equipamentos também registraram crescimento, somando R$ 58,304 bilhões nos primeiros dez meses do ano.
Esses números demonstram uma melhora significativa nas contas públicas, impulsionada por uma arrecadação mais robusta e um controle mais eficiente dos gastos, contribuindo para a estabilidade econômica do país.


