
Fiscalização revela água contaminada por coliformes em municípios do Agreste alagoano, colocando população em risco à saúde.
Durante duas semanas, foram visitados 40 pontos de distribuição de água, tanto públicos quanto privados, e os resultados foram alarmantes. As amostras coletadas indicaram a ausência de cloração, presença de coliformes totais e uma alta concentração da bactéria Escherichia coli (E.coli), causadora de surtos de diarreia na região.
A engenheira sanitarista ambiental do Ministério Público de Alagoas, Elisabeth Rocha, enfatizou a situação de vulnerabilidade hídrica em que vivem os moradores dessas localidades. Segundo ela, a falta de tratamento da água representa um grave risco à saúde pública, principalmente para crianças, idosos e pessoas doentes.
Após a coleta das amostras, a equipe utilizou o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) para realizar as análises, que revelaram a presença de coliformes e E.coli acima dos limites permitidos. Além disso, novas análises serão feitas para verificar a presença de agrotóxicos na água, que podem causar doenças graves, como câncer.
O trabalho desenvolvido pela FPI visa alertar os gestores públicos sobre a necessidade de melhorias na qualidade da água fornecida à população. Através de relatórios detalhados, o Ministério Público atuará de forma individualizada em cada município, buscando garantir o acesso a água potável e segura para todos os residentes.
Essa ação conjunta, que envolve diversos órgãos e especialistas, reforça a importância da fiscalização e do controle da qualidade da água, garantindo o bem-estar e a saúde da população. A atuação da FPI demonstra o compromisso em proteger o meio ambiente e promover o acesso a recursos hídricos seguros para todos os cidadãos.









