
BRASIL – Brasil se prepara para sediar COP30 em Belém após desafios e impasses na COP29 em Baku, Azerbaijão
A secretária nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Ana Toni, que foi uma participante ativa na delegação brasileira da COP de Baku, destacou a necessidade de restaurar a confiança no processo multilateral que, segundo ela, foi comprometida durante a COP29. Ana Toni e a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacaram as questões difíceis relacionadas ao financiamento como um obstáculo que limitou os avanços tangíveis no debate climático.
A COP29, apelidada de ‘COP do Financiamento’, não conseguiu cumprir a meta de equilibrar a relação entre financiadores e a necessidade de recursos para conter o aquecimento global. Após longas negociações, um consenso foi alcançado para estabelecer uma Nova Meta Quantificada Global de Finanças (NCQG) no valor de US$ 300 bilhões anuais, a serem pagos pelos países desenvolvidos aos em desenvolvimento.
Além disso, avanços foram destacados em relação ao mercado de carbono e à adaptação, com a criação de um programa de apoio à implementação de Planos Nacionais de Adaptação (NAPs) para países menos desenvolvidos, denominado Roteiro de Adaptação de Baku. Ana Toni ressaltou a importância de concretizar esses acordos e preencher as lacunas pendentes antes da COP30 em Belém.
Diante do clima tenso das negociações e dos desafios enfrentados durante a COP29, Ana Toni enfatizou a necessidade de um compromisso antecipado e de discussões mais amplas ao longo do ano para abordar os temas cruciais, como as taxações globais e a transição justa. Com isso, a expectativa é de que a COP30 no Brasil possa avançar na busca por soluções mais eficazes e concretas para combater as mudanças climáticas a nível global.


