
BRASIL – Morte de Maguila reacende debate sobre ETC e impactos no esporte; protocolos visam minimizar traumas cerebrais nos atletas
Nesse sentido, a coordenadora do Departamento Científico de Traumatismo Cranioencefálico da Academia Brasileira de Neurologia, Maria Elisabeth Ferraz, destacou a importância de medidas preventivas, como evitar treinos de cabeceio em crianças em idade precoce. Além disso, a médica ressaltou a necessidade de informar atletas sobre os riscos de traumatismos recorrentes na cabeça, que podem levar ao desenvolvimento da ETC.
Para prevenir lesões cerebrais, instituições esportivas como o Comitê Olímpico do Brasil (COB) adotam protocolos de concussão, como o SCAT (Ferramenta de Avaliação de Concussão Esportiva). Esse modelo de avaliação é utilizado não apenas pelo COB, mas também pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e por outras entidades esportivas.
No rugby, esporte com alto risco de impacto na cabeça, a Confederação Brasileira (CBRu) trabalha em conjunto com a NFL para estudar e comparar dados sobre concussões. A diretora médica do programa de bem-estar do jogador na CBRu, Lúcia Deibler, destaca a importância de reduzir o nível de tackles e de identificar rapidamente casos de concussão para proteger os atletas.
No futebol, a International Football Association Board (IFAB) aprovou um novo protocolo de concussão em março, adotado nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro. Esse protocolo permite uma substituição extra para o time com um jogador lesionado na cabeça e inclui medidas para identificar rapidamente as concussões.
Em resumo, a morte de Maguila reacendeu o debate sobre os impactos dos traumatismos cranianos no esporte e a importância de adotar medidas preventivas e protocolos de avaliação para proteger a saúde dos atletas.


