
BRASIL – Número recorde de trabalhadores humanitários mortos em conflitos este ano, alerta ONU. Maioria das vítimas ocorreu em Gaza.
Entre os dados alarmantes apresentados pelo banco de dados Aid Worker Security, destaca-se que 25 dessas mortes aconteceram no Sudão. De acordo com Jens Laerke, porta-voz do Escritório Humanitário da ONU, “essas pessoas estão fazendo o trabalho de Deus e estão sendo mortas como resposta. Que diabos?”. A indignação foi evidente durante uma coletiva de imprensa em Genebra, onde autoridades se manifestaram sobre a gravidade da situação.
A maioria das vítimas eram funcionários locais, mas também houve 13 trabalhadores humanitários internacionais entre os mortos. Apesar da proteção garantida pela lei humanitária internacional, poucos casos desse tipo chegam a julgamento, levantando preocupações sobre o acesso futuro a grupos humanitários e a dificuldade de comprovar a intenção por trás desses ataques.
Em sua declaração, o chefe de ajuda da ONU, Tom Fletcher, condenou veementemente a violência contra os trabalhadores humanitários, classificando-a como “inaceitável e devastadora para as operações de ajuda”. Ele ressaltou a importância de os Estados e as partes em conflito cumprirem seus deveres de proteção e responsabilização, encerrando assim o ciclo de impunidade que assola essas situações.
Diante de um cenário tão alarmante, é crucial que medidas efetivas sejam tomadas para garantir a segurança e o respeito aos direitos dos trabalhadores humanitários, que arriscam suas vidas diariamente em prol dos necessitados. O mundo precisa agir urgentemente para pôr um fim a essa onda de violência e assegurar um ambiente propício para a atuação desse setor fundamental para a paz e a dignidade humana.


