
BRASIL – Ministério admite erro na instrução de provas do Concurso Público Nacional Unificado e retifica orientações para candidatos.
A consultora jurídica do MGI, Karoline Busatto, foi responsável por dar a declaração, destacando que, apesar dos editais originais do concurso mencionarem a necessidade da dupla identificação dos participantes no caderno-resposta, houve problemas na redação da folha de rosto do caderno de prova.
Uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) questionou a falta de marcação da “bolinha” no cartão-resposta, que indica o tipo de gabarito ao leitor digital do sistema de correção. Em resposta, a Justiça Federal do Tocantins determinou, no início de novembro, o cancelamento da eliminação dos candidatos que não realizaram essa marcação.
Segundo o MGI, não será possível identificar os participantes que não marcaram o tipo de gabarito da prova ou reproduziram a frase de identificação na folha de rosto em provas que apresentam múltiplos gabaritos. No entanto, nos casos em que pelo menos uma das identificações foi feita, o ministério se comprometeu a cooperar com a Polícia Federal para identificar o candidato por meio da prova escrita.
A falta de identificação dos candidatos nos cartões-resposta também foi um dos motivos para o adiamento da divulgação dos resultados finais do concurso unificado, que estava prevista para esta quinta-feira. O acordo judicial firmado entre a União, o MPF e a Fundação Cesgranrio determinou o aumento do número de provas discursivas corrigidas de candidatos negros e a inclusão da prova de títulos como etapa classificatória para certos cargos.
Com isso, 32.260 candidatos do CPNU foram novamente habilitados para a correção da prova discursiva/redação e participação na prova de títulos, resultando em um novo cronograma para as próximas fases do concurso. As medidas visam garantir a lisura e segurança do certame, conforme explicou o coordenador de Logística do CNU, Alexandre Retamal.


