BRASIL – Pobreza e Saúde Mental: Relatório da ONU aponta que pessoas em situação vulnerável têm maior propensão a desenvolver ansiedade e depressão.

Um recente relatório das Nações Unidas tem trazido à tona a preocupante relação entre pobreza e saúde mental. De acordo com o documento intitulado “Economia do Burnout: Pobreza e Saúde Mental”, pessoas em situação de vulnerabilidade têm três vezes mais chances de desenvolver problemas como ansiedade e depressão. Este dado alarmante destaca a urgência de políticas públicas eficazes para lidar com esta questão.

O relator especial da Organização das Nações Unidas, Olivier De Schutter, enfatiza que o atual cenário de obsessão pelo crescimento econômico tem impactos diretos na saúde mental da população. A busca incessante por riqueza tem levado muitas pessoas a jornadas exaustivas de trabalho e condições precárias, gerando um ambiente propício para o desenvolvimento de transtornos psicológicos.

Um dos principais fatores de risco apontados no relatório é a jornada de trabalho de 24 horas por dia, 7 dias por semana, amplamente adotada por trabalhadores de aplicativos e plataformas digitais. Esta prática, que coloca o indivíduo permanentemente disponível sob demanda, dificulta a manutenção de um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional, aumentando os níveis de estresse, ansiedade e depressão.

Além disso, a ansiedade climática também é destacada como um importante gerador de transtornos mentais. Eventos extremos como inundações, secas e temporais podem destruir as fontes de renda das pessoas, gerando insegurança financeira e ansiedade em relação ao futuro.

Diante deste cenário preocupante, o relatório propõe a adoção de medidas que reduzam as desigualdades e inseguranças, como a implementação de políticas de renda básica universal e o apoio à economia social e solidária. Organizações não governamentais, sindicatos e movimentos sociais estão trabalhando em conjunto para apresentar alternativas viáveis ao crescimento econômico que estejam alinhadas com a erradicação da pobreza até 2025.

Portanto, é fundamental que os governos e a sociedade como um todo se mobilizem para enfrentar este desafio complexo e garantir que o acesso à saúde mental seja uma prioridade em todo o mundo. Este relatório serve como um alerta para a urgência de ações concretas e eficazes para proteger a saúde e o bem-estar da população mais vulnerável.

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