
Delator do PCC assassinado em aeroporto de São Paulo tinha R$ 1 milhão em joias ao sair de Maceió
Antônio Vinicius, que fazia sucesso no ramo imobiliário, começou a se envolver com o crime através de negócios com pessoas ligadas ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele foi acusado de ter mandado matar dois integrantes da facção, incluindo Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, que foi assassinado em dezembro de 2021. Uma denúncia anônima apontou Vinicius como o mandante do crime, o que resultou em sua prisão no início de 2022.
Durante uma audiência com o juiz, Antônio Vinicius negou a autoria do crime e relatou ter sido sequestrado e ameaçado de morte por membros do PCC. Ele foi solto, mas continuou sendo alvo de investigações, incluindo uma por lavagem de dinheiro para a facção criminosa.
No final de 2023, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) ofereceu a Antônio Vinicius um acordo de delação premiada. Seu primeiro advogado, Ivelson, que não concordava com a delação, deixou o caso e a defesa de Vinícius passou a ser conduzida por Aristides Zacarelli.
A morte do empresário no aeroporto gerou grande repercussão, especialmente devido ao seu histórico envolvimento com o PCC e a corrupção policial. A polícia está investigando o caso e busca identificar os responsáveis pelo assassinato de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach.


