BRASIL – Festa Literária das Periferias celebra a força da mulher negra na sociedade em sua 14ª edição no Rio de Janeiro.

A célebre frase da renomada pensadora norte-americana Angela Davis, “Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela”, continua reverberando e ganhando destaque nas discussões da Festa Literária das Periferias (Flup), que chega à sua 14ª edição no Rio de Janeiro. O evento, que ocorrerá no período de 11 a 17 de novembro no Circo Voador, promete ser marcado por uma inovação que chama atenção: 90% das participantes serão mulheres negras.

Com o tema “Roda a Saia, Gira a Vida”, a Flup reunirá grandes nomes da literatura mundial, como a nigeriana Oyeronke Oyewumi, e importantes escritoras brasileiras, como Conceição Evaristo. Julio Ludemir, diretor-fundador do evento, ressalta a conexão entre a discussão literária e os debates globais que estarão ocorrendo na cidade do Rio de Janeiro por ocasião do G20 Social.

O destaque da programação inclui a presença de mulheres transatlânticas em uma mesa de debate que promete ser enriquecedora. A presença de figuras renomadas como a professora nigeriana Oyeronke Oyewumi, a escritora e professora holandesa Gloria Daisy Wekker e a fotógrafa franco-senegalesa Mame Fatou Niang promete trazer reflexões profundas sobre os legados coloniais e a importância do feminismo negro.

Além disso, outras mesas literárias com participantes de renome, como as escritoras Conceição Evaristo e Bernardine Evaristo, prometem enriquecer ainda mais as discussões. O evento contará ainda com representantes de comunidades e organizações ligadas a questões raciais, étnicas, de gênero e climáticas, fortalecendo o debate público sobre as questões das periferias, tanto globais quanto brasileiras.

A Flup, que já foi reconhecida como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e conta com o apoio de diversas instituições e patrocinadores, se consolida como um importante espaço de valorização e celebração da cultura das periferias. Com uma programação diversificada e repleta de vozes representativas, a Flup promete ser um espaço de resistência e reflexão, trazendo à tona questões relevantes e urgentes para a sociedade contemporânea.