
BRASIL – Grupo de trabalho da ABC propõe expansão do ensino superior público e EaD para democratizar acesso à educação de qualidade.
Uma das principais propostas é a criação de faculdades federais, instituições focadas exclusivamente no ensino superior. Essas faculdades teriam como objetivo formar profissionais qualificados a um custo menor por aluno, visando expandir o acesso de estudantes ao ensino público. Atualmente, as universidades federais também se dedicam à pesquisa e à extensão, mas as faculdades federais teriam a função exclusiva de formar estudantes.
De acordo com o relatório, apenas 22% da população brasileira entre 25 e 34 anos possuem diploma universitário, um percentual considerado baixo se comparado à média de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Além disso, a maioria das matrículas no ensino superior no país estão concentradas no setor privado.
Outra proposta apresentada no relatório é a criação de Centros de Formação em Áreas Estratégicas (CFAEs) nas universidades públicas, voltados para áreas como bioeconomia, agricultura, transição energética, saúde, transformação digital e materiais avançados. Esses centros teriam a função de promover soluções aplicáveis e o desenvolvimento de novas tecnologias nessas áreas.
Além disso, o relatório sugere a ampliação e qualificação da oferta de cursos públicos na modalidade EaD, destinados àqueles que necessitam de flexibilidade. A educação a distância teve um crescimento significativo nos últimos anos, com um aumento de 474% no número de estudantes em cursos superiores nessa modalidade.
Diante do cenário de cortes de gastos do governo federal, a presidente da ABC, Helena Nader, ressaltou a importância de priorizar a educação como forma de garantir um desenvolvimento sustentável e equitativo para o país. A valorização do ensino superior e a ampliação do acesso a ele também são objetivos do grupo de trabalho da ABC, que busca contribuir para a melhoria do sistema educacional no Brasil.


