
BRASIL – Estudo aponta regiões Sudeste e Sul como destaque em políticas públicas municipais, com cidades como Maringá e Franca liderando ranking.
Realizada pela consultoria Macroplan, em sua sexta edição, o estudo apontou que as cidades analisadas representam cerca de metade do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. No entanto, cada uma enfrenta desafios específicos. As regiões Sudeste e Sul se sobressaíram, com as 25 cidades mais bem avaliadas localizadas nesses locais. Algumas cidades fora dessas regiões também tiveram bom desempenho, como Goiânia e Palmas.
Maringá, no Paraná, foi apontada como a cidade com o melhor índice, seguida por Franca, Jundiaí, Uberlândia e Curitiba. Os estados com maior representação entre as 25 melhores foram Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo. Já as regiões Norte e Nordeste apareceram com 16 cidades entre as 25 piores avaliadas, sendo que o Rio de Janeiro teve seis municípios na parte inferior do ranking.
No extremo oposto, as últimas cinco posições ficaram com Nova Iguaçu, Porto Velho, Belford Roxo, Duque de Caxias e Macapá. A diferença de pontuação entre a primeira e a última colocação demonstra a disparidade no atendimento das políticas públicas, mesmo em cidades com populações semelhantes. A pobreza também teve impacto, com Macapá tendo menos da metade do PIB per capita de Maringá.
A coordenadora do estudo, Adriana Fontes, ressaltou a importância de gerir com base em evidências, buscar boas práticas de outras cidades e promover a continuidade de políticas públicas eficazes para reduzir as desigualdades. Os indicadores abrangeram o período de 2010 a 2023, criando um índice próprio similar ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e acompanharam a evolução dos municípios ao longo das últimas cinco gestões.
No recorte estabelecido, a maioria das cidades estudadas estava na Região Sudeste, com São Paulo sendo o estado mais representado. Por outro lado, apenas as capitais dos estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins foram avaliadas, com Brasília, no Distrito Federal, sendo excluída da análise.


