
BRASIL – Frente Ampla lidera votação no Uruguai, mas segundo turno permanece incerto com cenário de alianças políticas em jogo.
Especialistas apontam que a probabilidade de os votos de direita e centro-direita superarem os da Frente Ampla no segundo turno é alta. O candidato Gustavo Salle, do partido Identidade Soberana, despontou como uma figura “outsider” da política uruguaia, obtendo 2,69% dos votos e se colocando à frente do candidato de extrema-direita Guido Manini Ríos. Já a coalizão de centro-esquerda, entusiasta do Mercosul, poderia favorecer a integração latino-americana.
Além das eleições presidenciais, os uruguaios tiveram a oportunidade de se manifestar em dois plebiscitos. Um propunha reformar a previdência social e outro autorizava batidas policiais noturnas. Ambas as consultas não obtiveram mais de 50% dos votos e foram rejeitadas. A falta de recursos para promover a campanha pela reforma da previdência e a ausência de apoio da Frente Ampla foram apontadas como causas da derrota das propostas.
Diante desse cenário político e social tão diversificado, a decisão dos uruguaios no segundo turno terá impactos profundos e significativos para o país e para a região. A incerteza quanto ao resultado final das eleições demonstra o quão polarizada e complexa está a situação política no Uruguai, refletindo anseios, demandas e divergências que precisarão ser equacionadas nos próximos anos.


