
BRASIL – Mercado prevê IPCA acima do teto da meta de inflação para este ano, chegando a 4,55%, segundo Boletim Focus.
Para os próximos anos, a previsão de inflação também aumentou. Em 2025, a estimativa subiu de 3,99% para 4%. Já para 2026 e 2027, as previsões são de 3,6% e 3,5%, respectivamente. Esses números estão acima da meta de inflação estabelecida pelo CMN, que é de 3% para este ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
A partir de 2025, o Brasil adotará um novo sistema de meta contínua de inflação, no qual o CMN não precisará mais definir uma meta anual. O centro da meta contínua foi fixado em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para os lados.
A alta da inflação tem levado o Banco Central a aumentar a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 10,75% ao ano. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), os juros subiram pela primeira vez em mais de dois anos devido às incertezas em torno da inflação e ao aumento do dólar. A expectativa do mercado é que a Selic encerre 2024 em 11,75% ao ano e caia para 11,25% ao ano no final de 2025. Para 2026 e 2027, as projeções indicam uma redução nos juros para 9,5% ao ano e 9% ao ano, respectivamente.
Além dos juros, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano no Brasil aumentou de 3,05% para 3,08%. No segundo trimestre, o PIB surpreendeu positivamente e subiu 1,4% em relação ao primeiro trimestre. Para 2025, a expectativa é de um crescimento de 1,93%, seguido por uma expansão de 2% em 2026 e 2027.
Quanto à cotação do dólar, a previsão é de que a moeda americana termine o ano em R$ 5,45 e caia para R$ 5,40 até o final de 2025. Os desafios econômicos, como a inflação alta e a política monetária do Banco Central, continuam no radar dos analistas e investidores, que aguardam atentamente as próximas decisões do Copom e os impactos dessas medidas na economia do país.


