
BRASIL – Mutirão de cirurgias de catarata em Parelhas causa contaminação em pacientes: 15 infectados, sendo 9 com perda do globo ocular.
Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), situações semelhantes podem se repetir no país se critérios mínimos de segurança e eficácia não forem seguidos em mutirões cirúrgicos. O alerta é baseado em casos anteriores, como o de um mutirão em Rondônia em 2022 que resultou em 40 casos de infecção e outro no Amapá em 2023 com 104 casos de intercorrências.
Para garantir a proteção dos pacientes e a qualidade dos procedimentos oftalmológicos, o CBO disponibilizou o Guia de Mutirões de Cirurgia Oftalmológica. Esse documento oferece orientações desde a organização do mutirão até os cuidados pós-operatórios, com base em protocolos clínicos aprovados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O conselho recomenda que mutirões oftalmológicos sejam realizados em estabelecimentos com histórico de prestação desse serviço na região de saúde, e os médicos envolvidos devem ser especialistas em oftalmologia. Além disso, a vigilância sanitária local deve monitorar as atividades para garantir o cumprimento das normas técnicas.
O CBO desaconselha atender pacientes em unidades móveis e orienta os médicos a cumprir as normas sanitárias e informar os pacientes sobre o procedimento. Os pacientes e seus acompanhantes também têm um papel importante na assistência segura durante o mutirão.
Por fim, o CBO destaca a importância dos pacientes comunicarem imediatamente qualquer sintoma adverso após a cirurgia e seguirem as orientações pós-operatórias para reduzir riscos de complicações. Este alerta serve como um lembrete para os profissionais de saúde e pacientes sobre a importância de seguir os protocolos corretamente para garantir a segurança e qualidade dos mutirões cirúrgicos oftalmológicos.









