Gastos da campanha eleitoral em AL ultrapassam R$ 80 milhões, superando PIB de oito municípios alagoanos.

As eleições municipais de 2024 em Alagoas se destacaram pelos altos gastos, totalizando mais de R$ 80 milhões contratados pelos candidatos durante o período eleitoral. Esse valor superou o Produto Interno Bruto de oito municípios alagoanos, revelando a grandiosidade da movimentação financeira envolvida no pleito.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), até o momento, cerca de R$ 50,2 milhões já foram efetivamente pagos, sendo que 87,61% desses recursos provêm do fundo eleitoral, popularmente conhecido como “fundão”. Os candidatos têm até o dia 5 de novembro para prestar contas referentes ao primeiro turno, o que pode impactar nos valores finais declarados.

É importante ressaltar que, mesmo com os altos valores envolvidos, as eleições de 2024 em Alagoas foram mais econômicas do que as de 2020, com uma redução de 9,4% nos gastos contratados. No entanto, o uso de recursos públicos aumentou significativamente, passando de 69,19% em 2020 para 87,61% neste ano.

Os dados do TSE mostram que as principais despesas de campanha foram direcionadas para publicidade por materiais impressos, serviços prestados por terceiros, publicidade por adesivos, serviços contábeis e serviços advocatícios. Empresas como F7 Comunicação LTDA e NE Eleições SPE LTDA se destacaram como as mais contratadas, recebendo cerca de R$ 1,2 milhão cada uma.

Analisando os números da capital do estado, Maceió, as despesas contratadas chegaram a R$ 26,9 milhões, com 95,72% desse valor proveniente de recursos públicos. Considerando os limites estabelecidos pelo TSE para gastos de campanha, os partidos poderiam gastar até R$ 6.665.038,12 na campanha para prefeito e até R$ 326.140,05 para vereador.

A legislação eleitoral prevê que eventuais débitos de campanha não quitados até o dia 6 de outubro poderão ser assumidos pelos partidos políticos, desde que seja apresentado no momento da prestação de contas final. É importante ressaltar que a utilização de recursos vedados, como doações de pessoas jurídicas e de origem estrangeira, pode acarretar em multas e devoluções de valores ao Tesouro Nacional. Portanto, a transparência e a prestação de contas corretas são fundamentais para garantir a lisura do processo eleitoral.