
BRASIL – Relatório da WWF alerta para declínio catastrófico de 73% das populações de vida selvagem em 50 anos, com futuro da Terra em risco
Desde elefantes em florestas tropicais até tartarugas-de-pente na Grande Barreira de Corais, as populações de vida selvagem vêm diminuindo de maneira catastrófica ao longo das últimas décadas. A ONG, que atua desde 1961 na preservação da natureza e redução do impacto humano no meio ambiente, destaca que os próximos cinco anos serão cruciais para definir o futuro da vida na Terra.
O relatório Planeta Vivo da WWF ressalta que a Terra está se aproximando perigosamente de pontos críticos que ameaçam a humanidade, sendo necessária uma ação coletiva para enfrentar as crises climáticas e naturais. No entanto, o tempo para reverter essa tendência é limitado, e o futuro da vida na Terra dependerá das medidas tomadas nos próximos cinco anos.
O Índice Planeta Vivo (LPI), fornecido pela Sociedade Zoológica de Londres, revela uma redução preocupante nas populações de 5.495 espécies de aves, mamíferos, anfíbios, répteis e peixes entre 1970 e 2020. Os ecossistemas de água doce apresentaram o maior declínio, com uma redução de 85%, seguido pelos terrestres, que caíram 69%, e pela vida marinha, que teve uma queda de 56%.
A principal causa apontada para a perda e degradação de habitats é o sistema alimentar humano, que impulsiona a exploração desenfreada de recursos naturais, a disseminação de espécies invasoras, a poluição e as doenças. Mike Barrett, consultor científico da WWF, destaca que a ação humana, especialmente na produção e consumo de alimentos, está contribuindo significativamente para a perda de habitats naturais, o que pode resultar na extinção de diversas espécies e na fragilização dos ecossistemas.
Diante desse cenário alarmante, a diretora-geral da WWF Internacional, Kirsten Schuijt, ressalta que a natureza está enviando um pedido de socorro, com as crises interligadas de perda da natureza e mudanças climáticas levando a vida selvagem e os ecossistemas a limites críticos. A perda de espaços selvagens está levando muitos ecossistemas a pontos de inflexão perigosos, como no caso da floresta amazônica, onde a capacidade de reter carbono e mitigar os impactos das mudanças climáticas está ameaçada.
O relatório da WWF também destaca casos específicos de declínio em populações de animais, como os botos cor-de-rosa na Amazônia e as tartarugas-de-pente na Austrália. Além disso, são mencionados eventos recentes, como os incêndios na Amazônia e o branqueamento em massa dos corais, que evidenciam a gravidade da situação.
Com base nesses dados alarmantes, a WWF alerta que o que acontecer nos próximos cinco anos será determinante para o futuro da vida na Terra. A organização ressalta a necessidade de ação imediata para preservar a biodiversidade e garantir a sobrevivência das espécies e dos ecossistemas que sustentam a vida no planeta.









