BRASIL – Mercado de trabalho brasileiro apresenta melhorias históricas, com recorde de ocupação e queda no desemprego, aponta Boletim do Ipea.

A mais recente edição do Boletim de Mercado de Trabalho do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) foi divulgada nesta quarta-feira (9) e trouxe indicadores que apontam melhorias significativas no mercado de trabalho brasileiro. Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estudo revelou que a força de trabalho e a população ocupada atingiram os maiores níveis desde o início da série histórica da PNAD Contínua em 2012.

No segundo trimestre deste ano, a força de trabalho alcançou 109,4 milhões de pessoas, com 101,8 milhões de pessoas ocupadas. Já no terceiro trimestre, esse número atingiu 102,5 milhões de pessoas ocupadas no Brasil, estabelecendo um novo recorde.

Os pesquisadores do Ipea destacaram o crescimento do emprego formal, com um aumento de 4,0% em relação ao mesmo período no ano anterior. O Novo Caged registrou a criação de 1,7 milhão de novas vagas com carteira assinada, representando um aumento de 3,8%.

No que diz respeito aos setores da economia, os destaques foram os segmentos de transporte, informática e serviços pessoais. A maioria dos setores apresentou crescimento no emprego formal, com exceção da agropecuária, serviços domésticos e utilidades públicas.

A taxa de desocupação atingiu seu menor nível desde 2014, caindo para 6,9%. Além disso, a taxa de desemprego de longo prazo e o desalento também apresentaram reduções significativas. A renda média cresceu em comparação ao mesmo período do ano anterior, registrando um aumento real de 5,8%, encerrando o trimestre em R$ 3.214.

Apesar dos avanços, o estudo do Ipea ressaltou alguns desafios a serem enfrentados, como a estabilidade das taxas de subocupação e de participação da força de trabalho. A necessidade de integrar os inativos ao mercado de trabalho, especialmente aqueles que desistiram de procurar emprego devido ao desalento, foi destacada como uma prioridade.

O setor agropecuário também representa uma preocupação, com a nona redução consecutiva na população ocupada. Além disso, as desigualdades regionais, de gênero, raça, idade e escolaridade continuam sendo desafios críticos no mercado de trabalho brasileiro.