Eleições em Maceió: Votos brancos e nulos e faltosos se aproximam de 30%, aponta TRE.

Na última eleição realizada em Maceió, os números de votos brancos, nulos e de eleitores faltosos foram altos, chegando a quase 30% do total de votos, de acordo com informações obtidas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esses dados revelam uma importante parcela da população que não se sentiu representada pelos candidatos registrados.

Em 2020, essa porcentagem chegou a 40%, mostrando que a insatisfação dos eleitores com as opções políticas disponíveis continua presente. Se esses votos fossem considerados válidos, poderiam impactar significativamente o resultado das eleições municipais.

Dos 493.086 votos registrados no pleito, 455.918 foram válidos e direcionados aos candidatos que disputavam o cargo. No entanto, 13.585 eleitores optaram por votar em branco, enquanto 23.583 anularam seus votos. Somados, esses votos chegam a 37.168, uma quantidade expressiva que poderia ter impacto decisivo em um cenário eleitoral mais acirrado.

Outro dado preocupante é a alta taxa de abstenção, que atingiu 22,08% dos eleitores em 2024, representando 139.726 eleitores que não compareceram às urnas. Esse número é inferior à votação recebida pelo candidato JHC (PL), que foi reeleito no primeiro turno, mostrando que parte dos votos perdidos poderiam ter alterado o resultado da eleição.

Comparando com as eleições de 2020, em meio à pandemia, a abstenção foi ainda mais alta, com 164.739 eleitores ausentes. Essa quantidade superou a votação recebida pelo candidato Alfredo Gaspar de Mendonça, que tentava ser eleito prefeito de Maceió naquele ano.

Esses números revelam a importância de aprimorar o sistema político e buscar alternativas para engajar os eleitores, garantindo representatividade e legitimidade ao processo democrático. A alta taxa de votos brancos, nulos e faltosos indica a necessidade de uma maior conexão entre os políticos e a população, para que as eleições reflitam efetivamente a vontade e os interesses dos cidadãos.