
ALAGOAS – Mais de 40% das queimaduras no HGE são provocadas por escaldaduras, com crianças sendo as principais vítimas do contato com líquido superaquecido.
Um exemplo trágico dessa realidade é o caso de Ayla, uma criança de apenas um ano de idade que foi vítima de uma escaldadura ao derrubar um copo de café quente sobre si. Sua mãe, Layla Vitória Ricarte Nascimento, descreveu o desespero e a aflição vivenciados no momento do acidente e a rápida ação para prestar os primeiros socorros à pequena.
Segundo os plantonistas do Ambulatório Denilma Bulhões, onde Ayla recebeu os primeiros cuidados, a bebê apresentava queimaduras em 4% do corpo e precisaria ser transferida para uma unidade especializada no tratamento desse tipo de lesão, devido à complexidade das feridas na pelve e genitália.
Ao longo deste ano, de janeiro a setembro, o CTQ do HGE atendeu 345 casos de queimaduras, sendo 138 deles relacionados a líquidos superaquecidos. Esses números alarmantes demonstram a importância de medidas preventivas e da conscientização dos adultos para evitar tais acidentes, como manter crianças afastadas da cozinha e ter cuidado ao manusear líquidos quentes.
A cirurgiã plástica do HGE, Anna Lima, reforçou a importância de seguir protocolos adequados em caso de queimaduras, como resfriar o local afetado com água fria corrente e procurar atendimento médico especializado. Os acidentes com queimaduras, apesar de acontecerem rapidamente, podem deixar sequelas permanentes e impactar a vida das vítimas.
Diante desse cenário preocupante, é fundamental que a população esteja ciente dos riscos envolvidos e adote medidas preventivas para evitar tragédias como a vivenciada por Ayla e sua família. A conscientização e a precaução são essenciais para garantir a segurança e o bem-estar de todos, especialmente das crianças, as mais vulneráveis a esse tipo de acidente.









