
Candidatos enfrentam desafios da sustentabilidade em meio a eleições municipais de 2024: transporte público, energia renovável e resiliência climática em pauta.
Um dos principais desafios que as cidades brasileiras enfrentam está relacionado à melhoria dos sistemas de transporte público, fundamental para a redução das emissões de carbono. Segundo o professor e consultor em ESG, Gustavo Loiola, a eletrificação das frotas de ônibus e o estímulo ao uso de bicicletas, através da expansão de ciclovias, são medidas urgentes para tornar as cidades mais sustentáveis e eficientes.
Além disso, a adoção de energia renovável nos prédios públicos é apontada como uma prioridade para as gestões municipais. Embora iniciativas bem-sucedidas nesse sentido já existam, como os painéis solares em prédios governamentais de Curitiba (PR) e o uso de usinas hidrelétricas locais, o potencial de expansão dessas práticas é gigantesco em todo o país. Essa medida não apenas reduz custos, mas também fortalece o compromisso das cidades com a eficiência energética, essencial para enfrentar os desafios econômicos e ambientais do futuro.
Diante do aumento da ocorrência de eventos climáticos extremos, como enchentes e ondas de calor recordes, a resiliência climática torna-se um tema fundamental a ser debatido nos fóruns municipais. A preparação para políticas de mitigação climática é urgente, pois os impactos já são visíveis. Quanto mais as cidades estiverem preparadas, menores serão as adversidades e perdas enfrentadas no futuro.
Por fim, a educação ambiental desponta como uma área estratégica, com a promoção de uma consciência ecológica desde a infância até a fase adulta sendo vista como prioridade para os próximos prefeitos. Mais do que uma pauta de campanha, a sustentabilidade é encarada como uma estratégia fundamental para o futuro das cidades brasileiras, conforme destaca Gustavo Loiola.









