Justiça revoga ordem de prisão preventiva contra Gusttavo Lima em operação que investiga lavagem de dinheiro via jogos on-line.

A decisão judicial que determinou a prisão preventiva do cantor Gusttavo Lima foi revogada após análise do desembargador Eduardo Guilliod Maranhão, da 4ª Câmara Criminal do Recife. A ordem de prisão havia sido emitida um dia antes pelo juiz da 12ª Vara Criminal do Recife, Andrea Calado, no âmbito da Operação Integration, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro relacionado a jogos online.

Além de revogar a prisão preventiva, o desembargador também anulou a suspensão do passaporte, do certificado de registro de arma de fogo e outras medidas cautelares impostas anteriormente. A decisão se baseou na falta de provas suficientes que comprovassem a participação de Gusttavo Lima em crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Gusttavo Lima, que se encontra nos Estados Unidos com a esposa e os filhos, não chegou a ser preso. Recentemente, o cantor adquiriu um imóvel avaliado em R$ 65 milhões em Hollywood Beach, um local conhecido por ser frequentado por celebridades.

A juíza Andrea Calado havia justificado a ordem de prisão com base na participação de Gusttavo Lima na empresa Vai de Bet, onde adquiriu 25% das ações. No entanto, o desembargador considerou que não havia evidências suficientes para sustentar as acusações.

A defesa de Gusttavo Lima emitiu uma nota após a revogação da prisão, afirmando que a relação do cantor com as empresas investigadas era legal e restrita ao uso de sua imagem. A defesa declarou que tomará medidas judiciais para reparar danos à imagem do artista.

Em entrevista, Gusttavo Lima manifestou alívio com a decisão da Justiça e afirmou que sempre conduziu sua vida de forma honesta e dedicada à música e aos fãs. O cantor espera que a justiça seja feita e que sua reputação seja restabelecida.