
BRASIL – Presidente Lula critica falta de ambição e ousadia no Pacto para o Futuro durante discurso na ONU.
Durante a Cúpula do Futuro, realizada no domingo (22), Lula discutiu a crise de governança global e enfatizou a necessidade de transformações estruturais diante dos recentes conflitos armados em diversas regiões do mundo. Ele citou a pandemia, os conflitos na Europa e no Oriente Médio, a corrida armamentista e as mudanças climáticas como fatores que evidenciam as limitações das instâncias multilaterais.
No ano anterior, o Brasil enfrentou dificuldades ao tentar aprovar uma Resolução no Conselho de Segurança da ONU referente ao conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza. Os votos contrários dos Estados Unidos e da Rússia, ambos membros permanentes, impediram a aprovação das resoluções propostas pelo Brasil.
O presidente também comentou sobre o Pacto do Futuro, abordando a importância de temas como a dívida de países em desenvolvimento e a tributação internacional. Ele elogiou a criação de uma instância de diálogo entre chefes de estado, líderes de governo e instituições financeiras internacionais, destacando que essas medidas prometem recolocar a ONU no centro do debate econômico mundial.
Além disso, Lula criticou o Conselho de Segurança da ONU, apontando que a legitimidade do órgão tem diminuído devido à aplicação de duplos padrões e omissões diante de atrocidades. Ele ressaltou a falta de representatividade do Sul Global nas instituições de Bretton Woods, como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial.
No que diz respeito aos direitos humanos, o presidente enfatizou a importância de não retroceder nas conquistas alcançadas, como a promoção da igualdade de gênero e a luta contra o racismo. Lula concluiu seu discurso destacando a necessidade de coragem e vontade política para criar um futuro melhor.
A Cúpula do Futuro gerou um documento aprovado pelos estados-membros, com o objetivo de fortalecer a cooperação global e estabelecer compromissos para enfrentar os desafios atuais. Na terça-feira, Lula fará o tradicional discurso de abertura na Assembleia Geral das Nações Unidas, sendo o primeiro líder a se pronunciar, expondo as prioridades do Brasil em âmbito nacional e internacional.









