
BRASIL – Violência e agressividade marcam disputa política brasileira, aponta professora da USP; novidade está na ampla divulgação pelas redes sociais.
A professora também menciona o período da década de 1950, quando o jornalista e político Carlos Lacerda fazia oposição ferrenha a Getulio Vargas, utilizando táticas agressivas e violentas. Esses exemplos evidenciam que a violência política faz parte da trajetória do Brasil, mas o que torna a atual situação única é a disseminação massiva dessas ações através das mídias tradicionais e das redes sociais.
Um episódio recente que ilustra essa agressividade é o debate eleitoral promovido pela TV Cultura com os candidatos à prefeitura de São Paulo, onde uma discussão entre José Luiz Datena (PSDB) e Pablo Marçal (PRTB) acabou em agressão física, com Datena atingindo Marçal com uma cadeirada. A professora destaca que, apesar de existirem recursos disponíveis para combater esse tipo de comportamento agressivo, eles não estão sendo efetivamente utilizados.
Ela sugere que medidas simples, como cortar a palavra de candidatos que ofendem oponentes, poderiam contribuir para evitar episódios de violência política. No entanto, ressalta que o fator inédito na atual disputa eleitoral é a forma como esses incidentes são amplamente divulgados, graças à presença da TV e das redes sociais, o que intensifica a sensação de agressividade e polarização na sociedade brasileira.









