Alagoanos são resgatados de trabalho escravo em usina de álcool em SP pela fiscalização do Ministério do Trabalho

No interior de São Paulo, mais especificamente no município de Boituva, uma ação de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou trabalhadores alagoanos de uma situação de trabalho análogo à escravidão. O resgate aconteceu na última segunda-feira (09) e envolveu um total de 15 trabalhadores, que estavam alojados em uma usina de álcool e açúcar.

Além dos alagoanos, também foram resgatados trabalhadores naturais de Pernambuco, Bahia e do interior de São Paulo. De acordo com a fiscalização, os trabalhadores alegaram que estavam trabalhando sem carteira assinada há três meses e tinham que arcar com custos de aproximadamente R$ 300,00 referentes a aluguel e energia nos alojamentos precários. Além disso, o empregador não fornecia água potável e havia diversas outras irregularidades no local de trabalho.

Os auditores fiscais do Trabalho exigiram o pagamento das verbas trabalhistas devidas e também solicitaram o registro dos trabalhadores, bem como o pagamento das passagens de retorno para aqueles que pretendessem voltar aos seus estados de origem. O combate ao trabalho análogo à escravidão pode ser denunciado de forma remota e sigilosa através do Sistema Ipê, disponível no site do Ministério do Trabalho.

As informações oficiais sobre as ações de combate ao trabalho análogo à escravidão no Brasil estão disponíveis no Radar da Inspeção do Trabalho, também presente no site do Ministério. A operação de resgate dos trabalhadores alagoanos em Boituva evidencia a importância da fiscalização e combate a esse tipo de prática abusiva no país.