BRASIL – Denúncias de assédio sexual em órgãos federais chegam a 571 este ano, aponta painel da CGU.

No decorrer deste ano, as ouvidorias de 173 órgãos públicos federais têm recebido um total de 571 denúncias e reclamações de assédio sexual, de acordo com dados divulgados pelo painel “Resolveu?”, da Controladoria-Geral da União (CGU). Esse número alarmante revela a gravidade da situação que ainda persiste em diversas instituições do país.

Dentre os órgãos com mais registros de assédio estão a Universidade Federal de Rondônia, o Ministério da Saúde, a Universidade Federal de Pernambuco e a própria CGU. Essas entidades lideram a lista com um número significativo de denúncias, demonstrando a relevância de se combater esse tipo de comportamento em todos os âmbitos da administração pública.

O painel da CGU aponta que mais de 97% das manifestações recebidas são denúncias, enquanto 2,5% são reclamações. A maioria das denúncias identificadas refere-se a “conduta de natureza sexual”, evidenciando a urgência em se tomar medidas eficazes para coibir esse tipo de prática.

Apesar da gravidade dos números, há ainda uma carência de informações sobre os denunciantes e reclamantes. A falta de detalhes como localização e cor dos envolvidos prejudica a análise e a compreensão da situação. Contudo, entre aqueles que se identificaram, 75% eram mulheres e 25% homens.

Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitiu o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, em meio a acusações de assédio sexual. Essa atitude demonstra a importância de investigar e combater todas as formas de assédio no ambiente de trabalho, independentemente do cargo ocupado.

Os números apresentados pelo painel “Resolveu?” da CGU são preocupantes e evidenciam a necessidade de uma atuação mais efetiva por parte das instituições públicas para prevenir e punir casos de assédio sexual. A transparência e a coragem de denunciar são fundamentais para combater essa problemática e promover um ambiente de trabalho seguro e respeitoso para todos.