
BRASIL – Lula anuncia acordo histórico para reparação de danos da tragédia de Mariana envolvendo Vale e BHP Billiton, com assinatura prevista para outubro.
Segundo Lula, a situação se arrasta há uma década, com diferentes tentativas de acordo, decisões judiciais e compromissos não cumpridos pela Vale. O ex-presidente expressou sua esperança de que a nova direção da Vale seja mais cuidadosa e comprometida com o desenvolvimento da empresa. Ele ressaltou a importância de utilizar os recursos do acordo para recuperar o que foi danificado e cuidar das comunidades afetadas.
Após mais de oito anos desde o incidente, considerado o maior desastre ambiental da mineração no Brasil, ainda não houve um consenso entre as mineradoras e as autoridades para reparar os danos causados em Mariana. O rompimento da barragem da Samarco resultou na liberação de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério, causando devastação e perdas irreparáveis.
O atual processo de negociação visa resolver mais de 80 mil processos judiciais acumulados relacionados à tragédia. Entre os questionamentos estão a falta de autonomia da Fundação Renova, os atrasos na reconstrução das comunidades afetadas e as compensações financeiras insuficientes para os atingidos.
Diversas entidades, incluindo o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), têm se manifestado contrariamente às propostas das mineradoras e alertam para a importância de um acordo justo e integral que priorize as vítimas e sua reparação. O MAB reivindica um valor mínimo de R$ 500 bilhões, considerando o impacto devastador da tragédia de Mariana e a necessidade de garantir uma reparação adequada para todas as famílias afetadas.
Diante desse cenário a União e o Espírito Santo rejeitaram uma proposta de R$ 90 bilhões apresentada pelas mineradoras, buscando compensações que totalizam R$ 109 bilhões. A busca por um acordo que atenda às demandas das comunidades afetadas e promova a reparação integral dos danos continua sendo uma prioridade nesse processo de negociação.









