
BRASIL – Proporção de empresas brasileiras que armazenam dados biométricos cresce, levantamento mostra preocupação dos usuários em fornecer informações personalizadas.
Os resultados desse estudo foram apresentados nesta segunda-feira (2) e fazem parte da 2ª edição da pesquisa Privacidade e Proteção de Dados Pessoais, elaborada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br). A pesquisa entrevistou indivíduos, empresas e organizações públicas ao longo de 2023.
Um ponto de destaque da pesquisa foi o aumento na proporção de organizações que realizaram alterações em contratos vigentes para se adequarem à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Entre 2021 e 2023, o crescimento foi de 24% para 31% nas pequenas empresas e de 61% para 67% nas grandes corporações.
Setores econômicos como construção, transportes, alojamento, alimentação, informação, comunicação, atividades profissionais e serviços foram os que mais implementaram mudanças nos contratos em função da LGPD nesse mesmo período.
O gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, destacou que, apesar dos avanços na conformidade com a LGPD entre as médias e grandes empresas, ainda há espaço para a adoção de boas práticas de proteção de dados pessoais, especialmente entre os negócios de menor porte.
Um dos pontos de maior preocupação identificados na pesquisa foi o fornecimento de dados biométricos, que gerou preocupação em 60% dos brasileiros entrevistados. Os setores mais apreensivos em fornecer esses dados foram instituições financeiras, órgãos de governo e transporte público.
Diante desse cenário, Barbosa ressaltou a importância de empresas e governo aprimorarem suas estratégias de proteção de dados pessoais e segurança da informação ao adotarem tecnologias como reconhecimento facial e impressão digital. O estudo utilizou indicadores inéditos de pesquisas realizadas ao longo do ano de 2023 com diversos segmentos da sociedade brasileira.









