BRASIL – Ministro da Fazenda projeta déficit fiscal zero no Brasil até 2024, apesar de desafios enfrentados no Congresso Nacional

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concedeu uma entrevista exclusiva nesta sexta-feira em São Paulo, na qual abordou a situação do déficit fiscal do Brasil e o cenário político que influenciou as decisões do governo. Haddad afirmou que, se todas as propostas do governo tivessem sido aprovadas pelo Congresso Nacional no ano passado, o país poderia estar caminhando em direção a um déficit fiscal zero já este ano, de forma sustentável. No entanto, ele reconheceu que algumas derrotas no legislativo resultaram em adiamentos e escalonamentos necessários para implementar as medidas propostas.

O ministro ressaltou a importância do diálogo democrático com o Congresso, afirmando que é preferível ter um legislativo que dialogue e debata as propostas do governo do que enfrentar um congresso que se oponha às medidas. Ele destacou que, apesar dos percalços, o governo conseguiu obter resultados positivos junto às duas Casas do Congresso Nacional.

Durante o evento Conexão 50 – Encontro de Líderes de Franchising, promovido pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), em São Paulo, Haddad demonstrou otimismo em relação à economia brasileira. Ele mencionou a possibilidade de o país entrar em um ciclo de crescimento sustentável nos próximos anos, desde que pequenos ajustes sejam realizados. O ministro ressaltou que o Brasil possui vantagens naturais e educacionais que o diferenciam da média mundial e que devem ser exploradas para impulsionar o crescimento econômico.

Segundo as projeções de Haddad, o Brasil está crescendo em torno de 3% ao ano e deve manter esse ritmo até 2024. Ele enfatizou a necessidade de não se contentar com um crescimento inferior à média mundial, e defendeu a importância de corrigir possíveis erros para aproveitar todo o potencial do país. Em meio a um cenário de incertezas econômicas globais, o ministro ressaltou a importância de manter o foco no desenvolvimento sustentável e na qualificação da força de trabalho para impulsionar o crescimento econômico do Brasil.