
BRASIL – Taxa de desemprego em julho atinge o menor patamar desde 2014, revela IBGE em nova pesquisa divulgada hoje
Essa redução da taxa de desemprego foi impulsionada tanto pela diminuição da população desocupada, ou seja, aquelas pessoas que estão procurando trabalho, quanto pelo aumento da população ocupada. O número de desocupados caiu 9,5% em relação ao trimestre anterior e 12,8% em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a 7,4 milhões de pessoas, o menor número desde o início da série histórica.
Por outro lado, a população ocupada alcançou um novo recorde na série histórica, com 102 milhões de pessoas trabalhando. Houve um aumento de 1,2% em relação ao trimestre anterior e de 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O nível de ocupação também teve um avanço, chegando a 57,9%.
Uma parte significativa da criação de empregos foi observada no setor informal, com cerca de 39,45 milhões de pessoas trabalhando nesta condição. No entanto, a pesquisadora do IBGE, Adriana Beringuy, destaca que o crescimento da ocupação formal tem sido maior nos últimos trimestres, o que demonstra uma melhora na qualidade do mercado de trabalho.
Os setores que mais geraram empregos foram administração pública, saúde e educação, além do comércio. No entanto, Adriana ressalta que muitas atividades apresentaram um padrão de retenção de trabalhadores, indicando estabilidade no mercado de trabalho.
O aumento da renda dos trabalhadores tem sido apontado como um dos motivos para a melhora no mercado de trabalho. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores subiu 4,8% no ano, atingindo R$ 3.206. Além disso, a massa de rendimento real habitual cresceu 7,9% e a população subutilizada e desalentada apresentou queda significativa.
Dessa forma, os dados indicam uma melhora gradual no mercado de trabalho no Brasil, com mais pessoas sendo empregadas e uma renda média maior para os trabalhadores. Este cenário positivo reflete em um aumento da demanda por mais trabalhadores e uma maior estabilidade econômica.









