
BRASIL – PPSA realizará processo de venda spot de 1,5 milhão de barris de petróleo dos campos de Atapu, Sépia e Itapu. União terá sua produção comercializada pela primeira vez.
Os carregamentos estão previstos para ocorrer a partir do último bimestre de 2024 e a PPSA, empresa vinculada ao Ministério de Minas e Energia, será a responsável por gerir esse processo. Fundada em novembro de 2013, a empresa atua na gestão dos contratos de partilha de produção, na gestão da comercialização de petróleo e gás natural, além de representar a União em acordos de unitização ou individualização.
O mercado spot de petróleo, caracterizado por transações de curto prazo, leva em consideração a oferta e a demanda do produto no momento da negociação para entrega imediata. Todas as empresas que já atuam no pré-sal serão convidadas a participar desse processo de venda, juntamente com a PRio e a Refinaria de Mataripe.
Os preços ofertados serão baseados no mercado Brent, referente ao petróleo bruto extraído do Mar do Norte e comercializado na Bolsa de Londres. É importante destacar que, neste ano, a PPSA já realizou duas vendas spot de 500 mil barris cada, uma do campo de Sépia e outra do campo de Atapu.
Além disso, a PPSA realizou recentemente o 4º Leilão de Petróleo da União na Bolsa de Valores (B3), onde foram vendidos 37,5 milhões de barris de petróleo referentes à produção dos campos de Mero e Búzios com entregas previstas para 2025. A PPSA também informou que passará a divulgar em seu site o preço vencedor dos processos de venda spot 15 dias após os carregamentos.
Outro destaque importante é a autorização dada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para que a PPSA possa comercializar volumes de gás natural da União diretamente ao mercado, após seu processamento. Isso é um marco na construção de um mercado competitivo de gás natural e trará mudanças significativas na dinâmica da comercialização desse produto.
Com essa autorização, a PPSA planeja assinar um contrato de adesão ao Sistema Integrado de Escoamento (SIE) de gás natural com a Petrobras, visando comercializar a produção da União de 2025. Essas iniciativas visam ampliar a competitividade e trazer maiores ganhos para a União, promovendo um mercado mais dinâmico e favorável para o setor.









