BRASIL – USP homenageia 15 ex-alunos mortos na ditadura militar com cerimônia póstuma na FFLCH em São Paulo.

Na tarde de hoje (26), a capital paulista foi palco de uma emocionante cerimônia póstuma realizada pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da renomada Universidade de São Paulo (USP). O evento teve como objetivo diplomar 15 alunos que foram brutalmente mortos durante a ditadura militar que assolou o Brasil. Os diplomas foram entregues aos familiares destes jovens que foram vítimas de um período sombrio da história nacional.

Durante a cerimônia, o reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, ressaltou a importância dos estudantes que perderam suas vidas em prol de um futuro melhor para a sociedade. Ele destacou que, embora esses jovens tenham sido privados da oportunidade de contribuir com suas atividades profissionais, suas ações foram responsáveis por mudanças profundas na sociedade.

O projeto Diplomação da Resistência, que originou a iniciativa, tem como propósito homenagear um total de 31 estudantes da universidade que foram assassinados durante a ditadura militar. A instituição ressaltou que a ação visa resgatar a trajetória desses estudantes, contribuir para a reparação de injustiças, manter viva a memória coletiva e reafirmar os direitos humanos na sociedade brasileira.

O professor e diretor da FFLCH, Paulo Martins, destacou que o dia da cerimônia era de reparação, uma forma de reconhecer aqueles que sacrificaram suas vidas em prol da liberdade, democracia e da própria universidade. A Universidade de São Paulo, em 2013, estabeleceu sua própria Comissão da Verdade para investigar e elucidar as graves violações aos direitos humanos cometidas contra docentes, alunos e funcionários durante o regime militar no país.

Entre os homenageados, estão ex-alunos como Frei Tito, Tito de Alencar Lima, que foi torturado e posteriormente faleceu em circunstâncias trágicas. Também foram reconhecidos alunos como Antonio Benetazzo, Carlos Eduardo Pires Fleury, Catarina Helena Abi-Eçab, entre outros, que foram vítimas da repressão do regime militar.

A cerimônia foi marcada por discursos emocionados e deixou claro que a luta pela justiça e pela memória continua viva nas famílias e na sociedade brasileira. O evento foi um importante passo para reconhecer o sacrifício desses estudantes e manter viva a chama da resistência contra a opressão e a violação dos direitos humanos.