
BRASIL – Liminar suspende temporariamente perfis de redes sociais monetizados pelo candidato Pablo Marçal, denunciado por abuso de poder econômico.
A decisão veio após uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) movida pelo PSB, que argumentou que os perfis de Marçal estavam sendo utilizados para monetização através de terceiros interessados. O juiz Zorz afirmou que apenas as redes do candidato que buscavam a monetização dos “cortes”, através da remuneração de terceiros que veiculavam seus posts editados, seriam suspensas temporariamente.
Na sentença, o juiz proibiu especificamente que Marçal remunerasse aqueles que veiculassem seus vídeos editados, citando uma possível transposição de limites na conduta do candidato e indicando a possibilidade de abuso de poder econômico. A decisão também abrangeu o site de campanha do candidato, bem como suas redes sociais no Instagram, YouTube, TikTok e X (antigo Twitter).
Pablo Marçal se manifestou nas redes sociais após a decisão, criticando o juiz e alegando ser alvo de perseguição pela Justiça Eleitoral. O candidato afirmou que a notícia da liminar que derrubaria suas redes sociais chegou justamente no dia em que ele ultrapassou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em popularidade no Instagram. Marçal acusou o sistema político em geral, incluindo o governador Tarcísio de Freitas, de estarem contra ele.
Caso a decisão judicial não seja cumprida, está prevista uma multa diária de R$ 10 mil. A questão levantada pela suspensão temporária dos perfis de redes sociais de Pablo Marçal promete gerar debate sobre os limites da propaganda eleitoral digital e a influência do poder econômico nas campanhas políticas. A repercussão do caso pode impactar não apenas a candidatura de Marçal, mas também o cenário eleitoral mais amplo em São Paulo.









