BRASIL – Caso de poliomielite confirmado em bebê de 10 meses na Faixa de Gaza gera preocupação da OMS e mobilização para vacinação.

A notícia de que a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou o primeiro caso de poliomielite na Faixa de Gaza em 25 anos tem causado preocupação no cenário internacional. O bebê de 10 meses, residente na cidade palestina de Deir al-Balah, não havia recebido nenhuma das doses de vacinação contra a doença, popularmente conhecida como paralisia infantil.

O Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, manifestou sua preocupação com a situação, ressaltando que a organização e seus parceiros trabalharam para coletar e testar amostras da criança em um laboratório certificado na região. O sequenciamento genômico confirmou que o vírus está ligado à variante do poliovírus tipo 2, detectada anteriormente em amostras ambientais de águas residuais em Gaza.

Diante do risco de propagação do poliovírus na Faixa de Gaza e em áreas próximas, o Ministério da Saúde Palestino, juntamente com a OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), estão organizando duas rodadas de vacinação contra a pólio nas próximas semanas. O objetivo é interromper a transmissão do vírus e proteger a população, principalmente as crianças.

A OMS fez um apelo por uma trégua humanitária em Gaza para garantir a realização das campanhas de vacinação contra a pólio. É essencial que as partes envolvidas no conflito implementem pausas nos combates para permitir que as crianças sejam imunizadas com segurança. A expectativa é que mais de 640 mil crianças com menos de 10 anos recebam a vacina oral contra a pólio durante as rodadas de vacinação.

O ressurgimento da poliomielite na Faixa de Gaza representa uma ameaça para as crianças na região e países vizinhos. A interrupção da vacinação de rotina e a deterioração dos sistemas de saúde e infraestrutura aumentaram o risco de propagação do vírus. A OMS alerta para a necessidade de alcançar uma cobertura vacinal de pelo menos 95% durante as campanhas para evitar o ressurgimento da doença e proteger a saúde pública na região.

A situação atual ressalta a importância da cooperação internacional e da implementação de medidas eficazes para combater a poliomielite e outras doenças preveníveis por vacinação. O apoio à vacinação e à saúde pública é fundamental para garantir a segurança e o bem-estar das crianças em situações de crise e conflito.