
BRASIL – Diretor da OMS para a Europa alerta sobre emergência global por nova variante da mpox e destaca ações necessárias para controle.
Durante a entrevista, Kluge enfatizou a importância de entender as diferenças entre a variante 1 e a variante 2 da mpox. Enquanto a variante 2 já é conhecida e controlada em parte do continente europeu, a variante 1 ainda está sendo estudada. O diretor regional da OMS ressaltou que a transmissão da mpox ocorre principalmente por meio do contato da pele com as lesões e, em alguns casos, durante o ato sexual.
Kluge destacou as ações bem-sucedidas implementadas na Europa há dois anos para controlar a doença, principalmente por meio de vigilância intensiva e aconselhamento de grupos mais vulneráveis, como os homens que fazem sexo com homens (HSH). No entanto, ele alertou para a importância de manter o comprometimento e os recursos necessários para evitar um aumento nos casos da variante 2, que ainda persiste na região.
Além disso, o diretor da OMS Europa ressaltou a necessidade de uma resposta coordenada e solidária para lidar com a emergência global da mpox, especialmente na região africana. Kluge enfatizou que a vigilância, o diagnóstico precoce e a aplicação de recomendações baseadas na ciência são fundamentais para o controle da doença.
Em meio à crise causada pela mpox, Kluge pediu investimentos em vacinas e medicamentos antivirais, visando atender às necessidades dos mais vulneráveis. Ele instou os países europeus a agirem em solidariedade com a África e a se esforçarem para eliminar a variante 2 do continente de uma vez por todas, ao mesmo tempo em que reforçam as ações de combate à nova variante 1.
Em resumo, as declarações de Hans Kluge evidenciaram a importância de uma abordagem cooperativa e baseada em evidências científicas para lidar com a mpox, tanto no curto prazo quanto no longo prazo. A crise atual representa um momento crítico para a saúde global, e a atuação conjunta de todos os países é essencial para superar os desafios impostos pela doença.









