
BRASIL – OMS registra mais de 1.520 ataques a instalações de saúde em 2023, resultando em 750 mortos e 1.250 feridos, pedindo por segurança nas operações.
De acordo com a OMS, os ataques a instalações de saúde em meio a conflitos privam a população de cuidados essenciais, colocam em risco os profissionais de saúde e prejudicam os sistemas de saúde como um todo. A organização enfatiza a importância de garantir que os profissionais de saúde possam exercer suas atividades em ambientes seguros e protegidos, sem o risco de violência.
A definição de ataques aos cuidados em saúde pela OMS engloba qualquer tipo de violência verbal ou física, obstrução ou ameaça que afete a disponibilidade, o acesso e a prestação de serviços de saúde durante emergências. Esses ataques podem ir desde violência com armas pesadas até formas de intimidação e ameaças psicológicas.
No entanto, a organização também tem se mobilizado para enfrentar desafios específicos, como a propagação do vírus da poliomielite na Faixa de Gaza. Estão previstas duas rodadas de campanhas de vacinação contra a doença, com o objetivo de interromper a disseminação do vírus na região. A OMS e o Unicef solicitaram uma trégua humanitária no conflito em Gaza para permitir que essas campanhas sejam realizadas com sucesso.
O apelo é para que todas as partes envolvidas no conflito respeitem uma pausa humanitária de pelo menos sete dias, a fim de garantir a segurança das crianças e famílias durante as campanhas de vacinação. Estima-se que mais de 640 mil crianças com menos de 10 anos serão imunizadas durante cada rodada da campanha com a vacina oral contra a pólio. Essas ações são fundamentais para proteger a população vulnerável e garantir o acesso a serviços de saúde essenciais em meio a situações de conflito e emergência.









