
ALAGOAS – Mortes de adolescentes por intervenção policial em Alagoas caem 84,2% em três anos, revela estudo do UNICEF e FBSP
Um estudo recente publicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) revelou que as mortes de adolescentes decorrentes de intervenção policial em Alagoas registraram uma significativa queda de 84,2% em um período de três anos. Essa redução é um marco importante para o estado, que agora possui a menor taxa de letalidade policial do país, como apontam as estatísticas apresentadas no relatório.
De acordo com os dados coletados pelo FBSP por meio da Lei de Acesso à Informação, as mortes na faixa etária de 10 a 19 anos diminuíram de 19 para 3 entre os anos de 2021 e 2023. Além disso, a letalidade policial em 2023 apresentou uma queda de 40% em relação ao ano anterior, demonstrando uma tendência positiva nesse indicador.
A taxa de letalidade decorrente de intervenção policial em Alagoas foi de 0,6 por 100 mil habitantes no ano passado, sendo a terceira menor do país, ao lado de Minas Gerais e Piauí. Esses resultados refletem o esforço das autoridades locais em promover a segurança e reduzir a violência policial no estado.
O Secretário Executivo de Gestão Interna da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) de Alagoas, José Carlos André dos Santos, ressaltou que a SSP tem investido em estratégias para diminuir as mortes violentas e as intervenções policiais, buscando preservar a integridade física tanto das vítimas quanto dos agressores. Medidas como cursos de formação em direitos humanos, treinamentos para controle emocional e aquisição de equipamentos não letais têm sido adotadas para garantir a segurança da população.
Além disso, o estudo aponta que, de forma geral, Alagoas conseguiu reduzir em 35,1% as mortes violentas intencionais de crianças e adolescentes em um período de três anos, o que demonstra um avanço significativo na segurança pública do estado. Para Samira Bueno, diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, esses resultados indicam a importância de políticas públicas eficazes para enfrentar a violência e proteger a vida dos jovens.









