BRASIL – OMS pede trégua para campanha de vacinação contra pólio na Faixa de Gaza: “É essencial garantir a segurança da saúde pública”.

Uma crise de saúde pública na Faixa de Gaza tem preocupado a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A detecção do poliovírus na região levou à necessidade de duas campanhas de vacinação contra a poliomielite, com a expectativa de imunizar mais de 640 mil crianças com menos de 10 anos.

No entanto, a realização dessas campanhas enfrenta um desafio logístico e humanitário, devido ao conflito em curso na região. A OMS e a Unicef fizeram um apelo por uma trégua humanitária de pelo menos 7 dias para permitir que as crianças e famílias cheguem em segurança às unidades de saúde e recebam as vacinas. Sem essa pausa nos combates, a efetividade das campanhas fica comprometida.

A Faixa de Gaza estava livre da pólio há 25 anos, mas a detecção do vírus e a suspeita de casos de paralisia flácida aguda acenderam o alerta. Mais de 1,6 milhão de doses da vacina oral devem ser entregues na região, mas o transporte dessas doses e dos equipamentos de refrigeração precisa ser facilitado para que a campanha ocorra de forma eficaz.

Além do risco de disseminação do poliovírus, a interrupção da vacinação de rotina na Faixa de Gaza devido aos conflitos tem aumentado o perigo de propagação de outras doenças preveníveis por vacinação, como o sarampo, além de impactar a saúde das crianças devido à falta de acesso a serviços básicos.

Diante desse cenário, a OMS destaca a importância de uma cobertura vacinal de pelo menos 95% durante as campanhas para interromper a propagação da pólio e prevenir o ressurgimento da doença na região. A comunidade humanitária alerta para a urgência de um cessar-fogo para garantir a segurança da saúde pública na Faixa de Gaza e países vizinhos.