
BRASIL – G20 discute investimento de US$ 4,5 trilhões para transição energética global visando redução de emissões de combustíveis fósseis.
Nesta quarta-feira (14), durante o primeiro Diálogo G20 – Transições Energéticas, realizado no Rio de Janeiro, foi discutida a importância de aumentar os investimentos globais nesse setor. A coordenadora do Grupo de Trabalho de Transições Energéticas do G20 e assessora especial do Ministério de Minas e Energia, Mariana Espécie, destacou que o mundo ainda está longe do montante necessário, com um investimento global de apenas US$ 1,8 trilhão em 2022.
Para buscar formas de ampliar esses investimentos, está em andamento um mapeamento das possíveis trajetórias e oportunidades para viabilizar os recursos necessários para a transição energética. Mariana Espécie ressaltou a importância de considerar diferentes fontes de financiamento, como empréstimos concessionais, doações e investimentos do setor privado.
O Brasil se destaca nesse cenário, devido à sua matriz energética, com alta participação de fontes renováveis. No entanto, mesmo com condições favoráveis, o país busca melhores condições para avançar na transição energética. A diversidade de perspectivas e a importância de ter diferentes opções à mesa serão temas abordados na Reunião Ministerial de Transições Energéticas do G20, que ocorrerá em outubro em Foz do Iguaçu.
A COP 28 em 2023 definiu a meta de alcançar a transição dos combustíveis fósseis de forma justa até 2050, visando zerar as emissões de carbono. Com os gases de efeito estufa contribuindo para a crise climática global, a transição para fontes renováveis de energia se torna urgente.
O Diálogo G20 – Transições Energéticas busca engajar a sociedade brasileira nas discussões sobre o tema e é parte dos esforços do G20 em busca de soluções para a transição energética global. Com os países do G20 representando a maioria do PIB, comércio global e população mundial, além de serem responsáveis por grande parte das emissões globais de gases de efeito estufa, a cooperação nesse sentido é fundamental para enfrentar os desafios climáticos.









