
BRASIL – Organização Mundial da Saúde avalia como baixo o risco do vírus da gripe aviária para a saúde humana, apesar de falhas na vigilância.
A transmissão do vírus entre animais continua ocorrendo e até o momento, há apenas um número limitado de infecções em humanos relatadas. A OMS ressalta que embora novas infecções humanas associadas à exposição a animais infectados ou ambientes contaminados possam continuar a acontecer, o impacto dessas infecções na saúde pública global é menor.
Em junho, a OMS confirmou a primeira morte pela variante H5N2 da gripe aviária, sendo o paciente um homem de 59 anos no México. Este foi o primeiro caso de infecção humana confirmado em laboratório em todo o mundo. À época, a organização detalhou que o paciente não tinha histórico de exposição a aves ou outros animais, e já estava acamado há três semanas antes do início dos sintomas agudos, devido a outras condições médicas subjacentes.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou em julho para falhas na vigilância de casos de gripe aviária em animais em todo o mundo. Ele ressaltou a importância de fortalecer os sistemas de vigilância e notificação de casos em animais e humanos, além de compartilhar amostras e sequências do vírus H5N1 com centros colaboradores da OMS globalmente.
Tedros pediu ainda por uma maior cooperação entre os setores de saúde humana e animal, bem como a oferta de proteção para os trabalhadores expostos ao vírus. A OMS incentivou a ampliação das pesquisas sobre a gripe aviária para entender melhor as formas de prevenção e controle da doença, visando evitar possíveis surtos em humanos e uma potencial pandemia.









