BRASIL – Brasil mantém baixa média de casos da doença mpox em agosto de 2024, segundo Ministério da Saúde.

Recentemente, no Brasil, a situação da mpox tem apresentado uma queda significativa nos números de casos em comparação com o pico registrado em agosto de 2022. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o país contabilizou mais de 40 mil casos de mpox no auge da pandemia, no entanto, um ano depois, em agosto de 2023, esse número caiu para pouco mais de 400 casos. Já em 2024, o maior registro de casos foi em janeiro, ultrapassando os 170 casos, mas desde então, a média de novas infecções se estabilizou entre 40 e 50 casos nos últimos meses.

O diretor do Departamento de HIV, Aids, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, Draurio Barreira, avaliou a situação epidemiológica da mpox no Brasil como “bastante modesta, embora não desprezível”. Ele ressaltou a atenção que o país vem dedicando ao controle da doença, mesmo com os números atualmente controlados.

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou um comitê de emergência para avaliar a situação da mpox na África, considerando o aumento de casos fora da República Democrática do Congo. A possibilidade de disseminação internacional da doença é uma preocupação, uma vez que houve uma mutação que permitiu a transmissão do vírus de pessoa para pessoa.

No Brasil, os números mostram que a população mais afetada pela mpox são os homens, com 91,3% dos casos concentrados no sexo masculino, sendo que a maioria dos homens diagnosticados tem entre 19 e 39 anos. Além disso, 45,9% dos casos confirmados ou prováveis declararam viver com HIV. Entre as mulheres, o número de casos é significativamente menor, com cerca de mil casos na faixa etária de adulto jovem.

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde tem buscado estratégias para enfrentar a mpox, incluindo a importação de medicamentos como o Tecovirimat, com o objetivo de reduzir a mortalidade da doença. A realização de testes para a detecção precoce e o acompanhamento dos pacientes têm sido fundamentais para o controle da doença no Brasil. A expectativa é que, com a continuidade dessas ações, o país consiga manter os números de casos controlados e evitar uma situação de emergência em saúde pública.