
BRASIL – Ministério Público de São Paulo derruba perfis falsos que aplicavam golpes em famílias das vítimas do acidente aéreo da Voepass
Segundo informações divulgadas pelo órgão, os criminosos utilizavam fotos das vítimas e se faziam passar por parentes para fazer os pedidos de ajuda. A operação contou com a colaboração do CyberGaeco, divisão especializada do Ministério Público responsável pela investigação de crimes cibernéticos.
O acidente, que resultou na morte de 62 pessoas, ocorreu na última sexta-feira (9), quando uma aeronave turboélice da marca francesa ATR, pertencente à empresa Voepass (antiga Passaredo), caiu na cidade de Vinhedo, localizada próxima a Campinas. O voo partiu de Cascavel (PR) com destino ao Aeroporto de Guarulhos (SP).
A identificação das vítimas tem sido um processo delicado e meticuloso. O procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, informou que o Instituto Médico Legal (IML) concluiu os exames necroscópicos, determinando as causas das mortes. Até o momento, 27 corpos foram identificados e 12 já foram liberados para as famílias, sendo que 23 vítimas foram identificadas por impressões digitais e quatro através de análise da arcada dentária.
O MPSP designou três promotores de justiça de Vinhedo para acompanhar o inquérito policial instaurado pela Polícia Civil a fim de investigar as circunstâncias do acidente do voo 2283. O procurador-Geral de Justiça reforçou o compromisso do Ministério Público em colaborar com as investigações a nível federal, ressaltando a importância da apuração de todos os fatos e envolvidos no caso.
Essa tragédia aérea coloca em evidência a necessidade de uma investigação minuciosa e abrangente, não apenas para determinar as causas do acidente, mas também para garantir a responsabilização dos envolvidos. O Ministério Público estadual está empenhado em contribuir para esclarecer os acontecimentos que resultaram na queda da aeronave e não medirá esforços para assegurar a justiça para as vítimas e seus familiares.









