BRASIL – Presidente Lula lamenta morte de Delfim Netto aos 96 anos e destaca perda de referências econômicas no Brasil

O Brasil perdeu uma grande referência no debate econômico com a morte do renomado economista e ex-ministro Antônio Delfim Netto aos 96 anos, em São Paulo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou seu pesar pela partida de Delfim Netto, destacando também a perda da economista Maria da Conceição Tavares em junho, afirmando que o país perdeu dois grandes nomes fundamentais nesse campo de discussão.

Nascido em São Paulo, Delfim Netto teve uma trajetória marcante na política e na economia brasileira. Durante sua carreira, ocupou diversos cargos importantes nos governos do regime militar, como ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento. Um dos signatários do Ato Institucional número 5, considerado um dos decretos mais rígidos após o golpe militar de 1964, Delfim Netto teve um papel significativo na história recente do país.

Lula, em suas declarações sobre Delfim Netto, destacou a importância das contribuições do economista para o desenvolvimento e inclusão social implementados nos primeiros mandatos presidenciais. Apesar de diferenças de opinião, o ex-presidente reconheceu a inteligência e a competência de seu antigo adversário político.

Além disso, diversas autoridades e personalidades também prestaram homenagens a Delfim Netto. O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacaram a importância e o legado deixado pelo ex-ministro. O ministro do STF Dias Toffoli ressaltou a importância intelectual e os feitos de Delfim Netto para o Brasil nas últimas décadas.

Internado desde o início de agosto por complicações de saúde, Delfim Netto faleceu no Hospital Israelita Albert Einstein, deixando um legado de contribuições valiosas para a economia e para o debate público no Brasil. Sua morte representa uma perda significativa para o país e para a comunidade econômica e política.