
BRASIL – Segunda fase da Operação Trapiche da PF investiga financiamento do terrorismo no Brasil e resulta em mandados de prisão e busca.
De acordo com a Polícia Federal, o principal investigado se aproveitava da vulnerabilidade de imigrantes e refugiados para abrir contas bancárias e empresas em seus nomes, sem o conhecimento dos envolvidos, para movimentar dinheiro ilícito. As passagens aéreas usadas pelos brasileiros recrutados para atuarem no exterior eram financiadas com proventos do comércio ilegal de cigarros eletrônicos contrabandeados e vendidos em tabacarias no Brasil.
A suspeita é de que o financiamento do terrorismo era sustentado por um bilionário esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, descoberto em outra operação realizada em setembro de 2022 para combater a lavagem de dinheiro e o sistema de remessas de recursos ilícitos ao exterior através da compra e venda de criptomoedas.
Os envolvidos podem responder por contrabando, integração em organização terrorista, atos preparatórios, financiamento do terrorismo e lavagem de dinheiro, com penas que, somadas, chegam a 75 anos e 6 meses de reclusão. Até o momento, o nome do principal investigado não foi divulgado.
A Operação Trapiche visa desarticular o financiamento do terrorismo no país e combater atividades ilícitas ligadas a esse esquema. As investigações continuam para identificar e punir aqueles envolvidos nesse complexo esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.









