
BRASIL – Pesquisadores brasileiros inovam com bioplásticos que se degradam rapidamente no ambiente, sem deixar resíduos prejudiciais
Com a preocupante poluição por plástico sendo um problema global, a inovação desses bioplásticos se destaca como uma solução promissora. Atualmente, um milhão de garrafas plásticas são compradas a cada minuto em todo o mundo, gerando uma quantidade massiva de resíduos plásticos que poluem oceanos e prejudicam ecossistemas marinhos. A decomposição dos polímeros presentes nos plásticos tradicionais resulta na produção de microplásticos, que podem ser absorvidos por plantas, animais e até mesmo pela população humana, causando danos à saúde.
A inovação dos bioplásticos desenvolvidos pela equipe de pesquisa brasileira reside na rápida degradação desses materiais, seja em composteiras ou no ambiente natural. Com a composição de alimentos funcionais, esses bioplásticos conseguem se decompor mais rapidamente do que os plásticos compostáveis convencionais. Isso se dá pela ação de microrganismos que consomem esses bioplásticos, reduzindo drasticamente a quantidade de resíduos plásticos no meio ambiente.
A professora Tavares ressalta a importância de aumentar o uso de plástico biodegradável para minimizar o impacto dos polímeros sintéticos no meio ambiente. Embora materiais como plástico biodegradável não possam ser reciclados, eles representam uma alternativa viável para muitos produtos de uso único, como embalagens. A capacidade de o Brasil liderar nessa inovação é destacada, considerando sua dimensão e capacidade técnica.
Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), a pesquisa agora segue para o processo de patenteamento e busca por empresas interessadas em produzir esses bioplásticos revolucionários. A iniciativa promete não apenas contribuir para a redução da poluição por plástico, mas também para incentivar práticas mais sustentáveis de consumo e descarte de materiais.









