
BRASIL – Pesquisa revela que 75% dos jornalistas na América Latina e Caribe conhecem casos de violência de gênero no ambiente de trabalho.
O estudo identificou que a forma mais comum de violência é o constrangimento psicológico e verbal, representando 65,5% dos casos relatados. Além disso, há registros de assédio sexual, assédio digital, maus-tratos, agressão física e violência econômica. Esses episódios de violência ocorrem principalmente nas redações das empresas de comunicação, mas também nas redes sociais, em viagens de trabalho e em coberturas externas.
Os agressores são identificados em dois perfis: os “offline” e os “online”. Os primeiros muitas vezes ocupam cargos de destaque nas empresas jornalísticas, enquanto os segundos incluem dirigentes governamentais, políticos e membros de organizações antigênero. Surpreendentemente, a maioria dos agressores não sofre punição pelos seus atos.
A falta de protocolos de prevenção e orientação é outra questão preocupante revelada pela pesquisa. Apenas 57% dos veículos de comunicação possuem algum tipo de diretriz para lidar com casos de agressão física, moral ou assédio sexual. Apenas 18,5% dos entrevistados afirmaram que seus locais de trabalho possuem áreas especializadas para lidar com a violência.
Diante desse cenário alarmante, a proposta de um modelo de protocolo para prevenção e combate à violência de gênero no jornalismo surge como uma medida necessária. A Asociación Civil Comunicación para la Igualdad de Argentina disponibiliza esse modelo no seu site, buscando promover a igualdade e um ambiente de trabalho jornalístico mais seguro e respeitoso. A conscientização e a implementação de políticas de equidade de gênero são fundamentais para combater a violência no jornalismo e garantir um ambiente mais saudável para todos os profissionais envolvidos.









