BRASIL – “Custo da cesta básica cai em 17 capitais em julho, aponta pesquisa do Dieese; São Paulo lidera valor mais alto”

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou nesta terça-feira (6) dados alarmantes sobre o custo da cesta básica no Brasil. Segundo a pesquisa realizada em 17 capitais, houve uma queda significativa no valor dos alimentos básicos consumidos pelas famílias em relação ao mês anterior.

Dentre as capitais analisadas, as maiores reduções foram observadas no Rio de Janeiro, Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Recife e Salvador. São Paulo, apesar de apresentar o maior custo da cesta básica, também registrou uma queda em relação a junho. Enquanto isso, cidades como Aracaju, Recife e João Pessoa se destacaram por terem os menores valores para a cesta básica.

No entanto, a pesquisa revelou que em algumas localidades o custo dos alimentos básicos aumentou em comparação ao ano anterior. Goiânia, Campo Grande e São Paulo foram as cidades que mais sofreram com essa elevação de preços, enquanto Recife e Natal conseguiram manter seus valores em queda.

Além disso, o Dieese apontou que o valor necessário do salário mínimo para suprir as despesas básicas de uma família deveria ser muito superior ao valor estabelecido atualmente. Em julho deste ano, o trabalhador médio precisou de 105 horas e 8 minutos de trabalho para adquirir a cesta básica, mostrando uma melhora em relação aos meses anteriores.

A análise dos dados ainda revelou que, devido à catástrofe climática no Rio Grande do Sul que afetou a produção de arroz, houve uma queda nos preços do produto e do feijão em diversas capitais. Por outro lado, o preço do pão francês teve um aumento em várias localidades.

Diante desse cenário preocupante, é evidente que medidas emergenciais precisam ser tomadas para garantir o acesso dos trabalhadores brasileiros a uma alimentação digna e de qualidade. A situação econômica do país demanda atenção e ações rápidas por parte das autoridades para evitar um agravamento ainda maior da crise alimentar.