BRASIL – Geraldo Alckmin critica alta taxa de juros e destaca potencial da indústria do aço para o desenvolvimento econômico

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, em seu pronunciamento na abertura do Congresso Aço Brasil nesta segunda-feira (5), afirmou que o Brasil não pode mais tolerar ter uma das maiores taxas de juro real do mundo, mesmo com fundamentos sólidos na economia. Alckmin ressaltou que o país possui reservas cambiais de US$ 370 bilhões, segurança jurídica, um amplo mercado consumidor e recordes de exportações, o que são fatores positivos que deveriam refletir em uma redução das taxas de juros.

O ministro destacou a importância do ajuste fiscal e reforçou o compromisso do governo em seguir o arcabouço fiscal. Alckmin indicou que, ainda neste semestre, a expectativa é de uma redução das taxas de juros norte-americanas e brasileiras, o que beneficiaria o crescimento da economia nacional. Ele ressaltou que o Brasil, com sua grande população e mercado interno forte, tem potencial para se desenvolver ainda mais, e que a política fiscal em vigor será cumprida.

Alckmin ainda abordou a importância da indústria do aço para a economia brasileira, chamando-a de “a indústria das indústrias”, e destacou a política implementada durante o governo Lula, que proporcionou avanços no desenvolvimento econômico e social. O ministro anunciou a disponibilidade das Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCD) no mercado, que visam reduzir o custo do crédito para as indústrias.

Além disso, o Brasil receberá investimentos de R$ 100 bilhões até 2028 no âmbito do Programa Mover, de descarbonização da indústria, o que mostra o comprometimento do país com a sustentabilidade e o meio ambiente. De acordo com o Instituto Aço Brasil, a produção brasileira de aço bruto teve um aumento de 2,4% no primeiro semestre de 2024 em comparação com o mesmo período do ano anterior, indicando uma recuperação no setor.

Portanto, as declarações de Geraldo Alckmin refletem a necessidade de uma revisão nas políticas econômicas e monetárias do Brasil, buscando um equilíbrio que promova o crescimento sustentável do país e o fortalecimento de setores-chave, como a indústria do aço.